domingo, 25 de novembro de 2012

O que os pais devem fazer?

Os pais que suspeitam que seu filho pode ser autista, devem consultar um pediatra para que os indiquem um psiquiatra de crianças e adolescentes, que podem diagnosticar com certeza o autismo, seu nível de gravidade e determinar as medidas educacionais apropriadas. O autismo é uma enfermidade, e as crianças autistas podem ter uma incapacidade séria para toda a vida. No entanto, com o tratamento adequado, algumas crianças autistas podem desenvolver certos aspectos de independência em suas vidas. Os pais devem animar seus filhos autistas para que desenvolvam essas habilidades que fazem uso dos seus pontos fortes de maneira que se sintam bem consigo mesmos. O psiquiatra, além de tratar a criança, pode ajudar a família a resolver o stress; por exemplo, pode ajudar aos irmãozinhos, que possam sentir-se ignorados pelo cuidado que requer a criança autista, ou que se sintam constrangidos de levarem seus amiguinhos à casa. O psiquiatra de crianças e adolescentes pode ajudar aos pais a resolverem os problemas emocionais que surjam como resultado de conviver com uma criança autista, e orientá-los de maneira que possam criar um ambiente favorável para o desenvolvimento e o ensino da criança.

sábado, 29 de setembro de 2012

Autismo raro pode ser tratado com suplementos alimentares

Publicidade Autismo raro pode ser tratado com suplementos alimentaresUm simples suplemento alimentar poderia ajudar a tratar um tipo raro de autismo que está vinculado à epilepsia e, ao que tudo indica, a uma deficiência de aminoácidos, segundo um estudo publicado na revista Science esta semana. Cerca de 25% das pessoas que sofrem de autismo são também epilépticos, ou seja, possuem um problema nas conexões elétricas cerebrais caracterizado por convulsões cujas causas são em sua maior parte desconhecidas. Pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia em San Diego e de Yale (Connecticut, nordeste dos Estados Unidos)foram capazes de isolar uma mutação genética em alguns pacientes autistas epilépticos que acelera o metabolismo de certos aminoácidos, o que gera uma carência. Esta descoberta poderia ajudar os médicos a diagnosticar este tipo de autismo mais rapidamente, o que permitiria também começar um tratamento mais cedo. Segundo os autores deste trabalho seria possível também tratar esta forma de autismo com suplementos alimentares que contêm os chamados aminoácidos ramificados, como mostram experimentos realizados com camundongos geneticamente modificados para ter a mesma mutação genética. “Foi muito surpreendente encontrar mutações genéticas que afetam o metabolismo e que são específicas do autismo e podem ser potencialmente tratadas”, afirmou o coautor do estúdio Joseph Gleeson, professor de neurociência da Universidade da Califórnia, em San Diego. “O que é mais excitante é que o potencial tratamento é óbvio e simples: trata-se de dar aos pacientes afetados os aminoácidos que faltam a seu organismo”, disse. O professor Gleeson e seus colegas sequenciaram uma parte do genoma de crianças autistas em duas famílias que sofriam epilepsia e que contavam com a mutação do gene que regula o metabolismo dos aminoácidos ramificados. A equipe de Gleeson realizou testes com suplementos alimentares comuns disponíveis em herbários emcamundongos modificados geneticamente. Os camundongos com a mutação genética específica mostraram sintomas de autismo, incluindo ataques de epilepsia, mas ao serem tratados com suplementos alimentares, a condição deles melhorou. “Estudar os animais foi essencial para nossa descoberta”, afirmou Gaia Novarino, do laboratório Gleeson, e principal autor do estudo. “Uma vez que descobrimos que podemos tratar a condição em camundongos, a questão era se funcionaria de forma eficaz em nossos pacientes”, disse. Os pesquisadores forneceram o suplemento a pacientes humanos, mas ainda não há dados suficientes para determinar se o tratamento serviu para melhorar os sintomas do autismo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Com arrancada no fim, brasileiro Tito Sena conquista o ouro na maratona

09/09/2012 06h39 - Atualizado em 09/09/2012 10h23 Com o tempo de 2h30m49s na categoria T46, corredor fecha brilhante campanha brasileira no atletismo em Londres. Ozivan Bonfim chega em 4º Por GLOBOESPORTE.COM Londres 3 comentários No último dia das Paralimpíadas de Londres, o Brasil conseguiu mais uma medalha de ouro no atletismo. Na categoria T46 da maratona, para atletas amputados ou com má formação congênita, Tito Sena venceu a prova de maneira emocionante. Após ficar na segunda colocação durante quase todo o percurso, Tito arrancou no quilometro final e superou o espanhol Abderrahman Ait Khamouch. Esse foi o 21º conquista dourada do Brasil em Londres. Tito Sena comemoração Maratona Paralimpíadas (Foto: AP)Tito Sena comemora o ouro nas Paralimpíadas de Londres (Foto: AP) O corredor brasileiro, de 45 anos, completou a prova em 2h30m49s, superando em nove segundos a sua marca em Pequim. O espanhol Abderrahman Ait Khamouch ficou com a prata. O bronze ficou com oo belga Van den Heede Frederic. O brasileiro Ozivan Bonfim terminou na quarta colocação, com o tempo de 2h37m16s. Prata em Pequim, Tito Sena conquistou sua segunda medalha paralímpica. Ouro na maratona de Paris neste ano, o brasileiro trabalhava em uma fábrica quando sofreu um acidente, em 2003. Acabou comprimindo e perdendo parte de seu braço direito. Recuperado, apostou no atletismo para recomeçar. - Não tenho nem palavras. Em Pequim, eu tive um rompimento do tendão de Aquiles. Corri 14 km com muita dor. Aqui está a recompensa, estou muito feliz. O espanhol era o grande páreo que eu tinha, o grande favorito. Ultrapassei faltando uns 200m. Deus me deu força para chegar à vitória - disse Tito, em entrevista ao SporTV. Na categoria T12, o espanhol Alberto Laso Suarez, que cumpriu o percurso em 2h24m50s, conquistou a medalha de ouro foi decidida por apenas um segundo. A prata ficou com o colombiano Serna Moreno, enquanto Abderrahim Zhiou, da Tunísia, foi o terceiro colocado.

sábado, 8 de setembro de 2012

Claudiney Batista garante a prata no lançamento de dardo e bate recorde

.08/09/2012 18h15 - Atualizado em 08/09/2012 18h15 Brasileiro lança para 45,38m, consegue 1024 pontos e quebra marca da sua classe, a F57. Iraniano, da F58, atinge 50,98m e conquista o ouro Por GLOBOESPORTE.COM Londres Comente agoraO brasileiro Claudiney Batista dos Santos ganhou mais uma medalha para o Brasil no atletismo dos Jogos Paralímpicos de Londres. Na final do lançamento de dardo F57/58, neste sábado, o atleta de São José do Rio Preto-SP lançou para 45,38, na terceira tentativa, levou a prata com 1024 pontos e bateu o recorde mundial da classe F57. O iraniano Mohammad Khalvandi ficou com o ouro ao mandar o dardo a 50,98m, com 1044 pontos, e quebrou o recorde de sua classe, a F58. O bronze foi para o egípico Raed Salem, que atingiu 47,90m e 991 pontos. Durante a manhã, o Brasil havia conquistado o ouro na prova feminino do lançamento de dardo F37/38. Shirlene Coelho dominou a final e mandou seu dardo a 36,86m, novo recorde mundial. Esta foi a 16ª medalha dourada do país nos Jogos Paralímpicos de Londres.

Pistorius sobra na pista e leva ouro nos 400m; Fonteles fica em quarto

.08/09/2012 18h07 - Atualizado em 08/09/2012 18h24 Sul-africano confirma favoritismo, termina final da classe T44 na frente e bate recorde paralímpico. Brasileiro perde velocidade e fica fora do pódio Por GLOBOESPORTE.COM Londres Comente agoraNas eliminatórias dos 400m T44 dos Jogos Paralímpicos, Oscar Pistorius deixou seus rivais para trás, cravou o melhor tempo e se credenciou para o ouro. Na final deste sábado, que encerrou as competições no Estádio Olímpico, o sul-africano conseguiu superar a concorrência de Alan Fonteles, confirmou seu favoritismo e cruzou a linha de chegada em primeiro, com 46s68, novo recorde paralímpico. O brasileiro começou bem a disputa, mas perdeu velocidade no fim e terminou no quarto lugar (51s59). Os americanos Blake Leeper (50s14) e David Prince (50s61), respectivamente, fecharam o pódio. Com esta vitória, Pistorius alcançou a sua segunda medalha de ouro na capital britânica. (Confira a chegada da prova no vídeo acima) Oscar Pistorius sobra nos 400m e garante a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos (Foto: Getty Images)Em Londres, a rivalidade entre os dois atletas foi iniciada após as críticas de Pistorius a respeito das próteses de Alan Fonteles, quando o sul-africano acabou derrotado nos 200m T44. Depois de garantir o ouro no revezamento 4x100m rasos T42-46 com a África do Sul, Pistorius voltou a sorrir e pediu desculpas públicas, mas seguiu cumprimentando o atleta brasileiro com frieza. Na última quinta-feira, os dois duelaram no Estádio Olímpico. Mas foram meros coadjuvantes para a vitória do britânico Jonnie Peacock nos 100m.

Chinês dispara, e brasileiros ficam com prata e bronze nos 100m rasos

08/09/2012 15h50 - Atualizado em 08/09/2012 17h55 Lucas Prado e Felipe Gomes não conseguem superar Lei Xue em Londres Por GLOBOESPORTE.COM Direto de Londres 1 comentárioA largada custou caro. Em uma prova que dura pouco mais de 11 segundos, qualquer passada em falso pode significar a perda do ouro. Foi assim para o Brasil no sábado, na final dos 100m rasos T11 das Paralimpíadas de Londres. Felipe Gomes demorou um pouco para sair do bloco, Lucas Prado não conseguiu a potência necessária nas primeiras passadas, e o chinês Lei Xue disparou rumo ao ouro, com o tempo de 11s17. Lucas ficou com a prata (11s25), e Felipe levou o bronze (11s27). A prova teve apenas quatro concorrentes, cada um com seu atleta-guia. A quarta colocação ficou com o angolano José Sayovo Armando, que completou em 11s36. Lucas Prado (ao centro) ficou com a medalha de prata neste sábado (Foto: Getty Images)- Não deu para mim. Queria o ouro, mas a prata veio e está bom também. A minha lesão na posterior da coxa direita me incomodou bastante, poderia ter ido melhor. Foi sacrificante disputar semifinal e final no mesmo dia, minha perna endureceu no fim. Agora é pensar em me recuperar totalmente para correr o Mundial e a Rio 2016 - avisou Lucas, que, assim como Felipe, é atleta do Instituto Superar. saiba mais Entenda os critérios de classificação funcional nas ParalimpíadasConheça as modalidades disputadas nas ParalimpíadasLucas Prado tem agora duas pratas - já tinha conquistado a medalha nos 400m T11. Nos 200m, ele decepcionou e ficou fora do pódio, em quarto lugar. Felipe Gomes já tinha levado o ouro nos 200m e agora tem duas medalhas em Londres. - Minha atuação aqui foi melhor do que eu esperava. Pensei que ganharia uma medalha e vieram duas, um ouro e um bronze. Achei que conseguiria o ouro nos 100m e acabou acontecendo nos 200m. Estou feliz demais de ter competido aqui depois de ter ficado fora de Pequim por conta de uma lesão ainda na aclimatação - afirmou Felipe.